Ontem, pensando na minha personagem e em algum novo tema para outra história, queria alguma história feliz. Acabei pensando em mim, nas minhas felicidades. Acabei pensando na minha rotina, que analisando friamente sufoca. Me perguntei: como eu, uma pessoa totalmente passional e intensa, sem meios termos; consegue simplesmente viver um dia após o outro numa rotina massacrante, onde não há novidades? E a resposta dessa pergunta é um texto.
Muito interessante como nos descobrimos quando refletimos. Minha rotina é sim sufocante em função das minhas prioridades e necessidades. Não sou hipócrita em pensar que é possível simplesmente mudar tudo, largar, agir, porque tenho responsabilidades e compromissos. Tenho filhos que precisam ser alimentados, precisam de ajuda para se vestir, precisam de acompanhamento e principalmente de direção moral, ética e de valores para crescerem saudáveis e bem. Tenho horários. Tenho contas. Mas nesse ínterim, tem algo que não pode ser amarrado, nem dominado sequer adaptado a rotina que é o meu mundo de fantasia que acontece com frequência na mente, onde sendo como deus, crio, penso, vivo, julgo, condeno, absolvo, questiono. Um mundo inteiro, perfeito, só meu. Posso viver e alimentar a fantasia que quiser, posso deixar a que não gosto morrer por inanição sem nunca compartilhar com ninguém, compartilhar as que gosto e viver “escondida” as que tenho vergonha.
Muito simples e claro para mim, não preciso viver uma vida louca no dia-a-dia porque acontece uma louca vida constantemente em mim.
Posso me permitir sem normal no mundo, mais ou menos, porque bem normal não consigo ser, e ser completamente insana nas minhas ideias. Carla nada mais é do que um reflexo, uma expressão da minha intensidade, de mim mesma, um pedaço bem interessante, inclusive, de mim.
Descobri nessa reflexão que eu sou bem mais que eu pensava ser. Eu sou EU!, em maiúsculo, negrito com uma exclamação e só!



Você é uma Deusa!!!
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