Recebi a sugestão de um tema para meu blog. Obrigada Ana!
O que te faz sentir-se viva?
De cara pensei que tiraria de letra escrever, mas logo percebi que não é tão simples “sentir-se viva”.
Na tentativa de responder pensei primeiramente no mar, na areia nos pés. Pensei no riso fácil da Amanda, pensei no olhar doce do Henrique, pensei em como ambos parecem anjos dormindo. Percebi que isso não faz me sentir viva, pois estou só sendo espectadora, não vivendo propriamente. Isso tudo me faz sentir feliz, amada, especial, mas não viva. Embora que estar VIVA é ser feliz, amada, especial. Agora não sei mais de nada. Vamos tentar de novo.
O mar me faz sentir viva, faz anos que fui à praia, mas ainda lembro do som e do gosto da água, da areia fina, acho que nunca me senti tão viva. Foram os dias mais mágicos da minha história, onde a natureza me propiciou gratuitamente sensações indescritíveis.
Me senti especial, um ser único e, naquele momento me senti o único ser, quando observei as nuvens que pareciam aquarelas, escrevi um texto sobre elas, depois descobri essa sensação, mas não tão intensa, vendo pinturas de Monet.
Também me senti especialmente viva quando observei o pôr do sol no lago, lembrei do filme “Entrevista com o Vampiro”, onde Louis, antes de se tornar vampiro vê o pôr do sol e narra: “foi o último pôr do sol que vi, mas o primeiro de que tenho lembrança”, ou algo nesse sentido. Percebi que todas as vezes que paro para observar o sol se pôr, é algo intenso e único, parece o primeiro.
Me sinto viva, muito viva fazendo amor. Fazendo amor mesmo, não transando simplesmente ou se entregando ao desejo abrasador, tem que ser amor, quando todo o prazer é sentido diretamente na alma e o corpo se torna infinito, uma extensão dela. Pensei que esse seria o primeiro da lista, não foi!
Algo que gosto de fazer, mas me deixa com um certo peso na consciência é quando só em casa, tomar banho, com a água bem quente e relaxar, desligar a mente de tudo, inclusive da noção de tempo. Um dos raros prazer que tenho tido.
Tomar banho de chuva e andar de moto sem capacete, esses dois fazem um misto de liberdade, desprendimento e vida!
Ter experiências inéditas, conhecer lugares também me levam a sensação de estar mais do que existindo.
Refletindo o tema, concluo que estou quase morta, precisando urgentemente de atividades que reforcem minha VIDA, para que deixe de ser mera doação e espera.
Mesmo sabendo que a doação é fundamental para o crescimento espiritual, acompanhada da convivência social, definitivamente essas não podem ser as únicas formas de se estar viva. Aliás, só se vive sozinho, porque é plenamente possível se doar, compartilhar, conviver estando com o espírito praticamente morto.

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