Tive a oportunidade de refletir sobre a frase: “dinheiro não traz felicidade, manda buscar”. Hipocrisia à parte, tem grande verdade nessa ideia. Concordo plenamente que dinheiro não compra o amor, mas compra a passagem para nos deixar próximos; não compra companhia, mas permite que se faça coisas legais juntos; não compra saúde, mas permite um cuidado mais facilitado, uma assistência melhor; não compra a vida, mas ajuda para que ela seja mais confortável. Não sei para vocês, mas estar próximo de quem amo, fazer programas legais em boa companhia, ter uma assistência à saúde de qualidade e uma vida confortável me faz sentir feliz, de sucesso, cria em mim uma série de boas emoções.
Como já diria a música Pecado Capital, dinheiro na mão é vendaval. O segredo é encontrar o equilíbrio, mas a grande dúvida é: qual é o verdadeiro equilíbrio se tratando de dinheiro? Frejat tentou ponderar quando disse “Que você ganhe dinheiro... E que você diga à ele pelo menos uma vez quem é mesmo dono de quem”. Aparece uma luz no fim do túnel, mas não facilita nada. O ponto de equilíbrio é o segredo, mas esse ponto é diferente para cada pessoa. Então vou falar do meu, que pode ser totalmente absurdo para qualquer outra pessoa.
Passei por alguns anos, sei lá desde que tenho lembranças, por situação financeira difícil, que limitava qualquer tipo de prazer que pudesse pensar. Á princípio, logicamente, foi muito difícil viver nessa situação, mas com esforço e conscientização de era um momento apenas, uma situação passageira, consegui tirar de letra. E como na vida tudo é transitório essa fase passou. Chegou o momento de estar um pouco melhor, colocar aos poucos a casa em ordem, literal e metaforicamente falando. Mas em meio a isso surgiu o desejo de viajar, um desejo que surge com frequência na minha vida. Após um planejamento rápido, mas bem rápido mesmo, porque que como quem pensa muito não casa, quem pensa muito também não viaja, ainda mais acompanhado de duas crianças. Decidi, agendei a data, combinei com o anfitrião, fiz várias pequenas transgressões (delícia) e fui!
Por alguns momentos, antes de embarcar um certo remorso bateu, uma preocupação com relação ao valor gasto. E foi necessário uma reflexão mais profunda a respeito, respondendo perguntas como: esse valor vai fazer falta para alguma necessidade? Não. Seria um diferencial para alguma melhoria em casa? Talvez, mas não resolveria nenhuma das prioridades, nem amenizaria. E o que viajar vai me propiciar? Vários pontos nessa questão, aquela sensação prazerosa de antes de embarcar, a sensação mais prazerosa ainda de desembarcar no destino e tudo de bom que pode acontecer numa viagem, que nesse caso foi especificamente excelente, uma soma de bom tempo, com recursos disponíveis, lugares lindos e bom humor, entre todas as coisas maravilhosas que envolve viajar. Poderá fazer falta de alguma outra maneira? Claro que sim, se tivesse reservado e surgisse um imprevisto seria tranqüilo, mas poderia ser perdido de outra forma, meu carro também faria falta e isso não impediu de ele ser roubado. Ponderações feitas, consciência leve.
Reservei uma quantia para alguns passeios, um valor que me permitisse e aos meus filhos alguns desfrutes, inclusive a realização de um sonho: conhecer o Instituto Butantam. Algo que fazia parte do meu mundo imaginário.
Quando criança queria ser, entre muitas coisas claro, a Medusa, com aquelas cobras fascinantes na cabeça e o olhar poderoso. Logo saber que existe um lugar que manipula cobras me deixou fascinada e gerou no meu coração o sonho de conhecer. Sonho esse que foi realizado nessa viagem e não há valor que possa restituir esse prazer.
Dinheiro na mão é vendaval, é tempestade, é perdição, é pecado mas também salvação. Depende de quantas vezes se é capaz de dizer à ele quem é mesmo dono de quem.
E, é necessário agora ter maturidade para saber que por melhor que esteja a situação e por mais que eu deseje que perdure, ela é temporária, apenas um momento, vai passar. Como nossa vida de uma maneira geral, é efêmera e esses momentos fazem com que ela tenha verdadeiro valor.

Bem louca vc viu, querer ser a medusa? Fala sério Jaque, eu sempre tive medo da medusa, enfim de cobras em geral, nossa visitou o instituto, nossa, nossa, nossa...rs, brincadeiras a parte, vamos falar do conteúdo - viagem - pra que pensar tanto Jaque, a vida é única, os dias tbm, e as viagens nao seriam diferentes, portanto, minha amiga, vc fez a coisa certa, foi lá realizou o sonho, se divertiu, matou saudades, etc... "se" o "se" acontecer, DEUS, vai ajudar a vc encontrar uma forma de resolver o se, entao, curta sempre o que tiver vontade para nao arrepnder-se no futuro e ai sim ter o "se" para lembrar que "se"... felicidades sempre....
ResponderExcluirtambém nunca fui com a cara da Medusa não hauahuahau, mas td bem... eu concordo plenamente q cada um tem o seu equilíbrio e, principalmente, que pouco dinheiro é ruim, e dinheiro em exagero também... então... o equilíbrio é sempre a chave pra tudo né =P
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