segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dois Sóis


Adoro esse poema, já leio ele há mais ou menos dez anos e ainda fico impressionada com  o amor que ele transmite.
 
Dois Sóis


Hoje eu contemplei o crepúsculo,
E a tristeza que a muito habitava meu coração
Foi-se embora sem rumo.

Vejo os últimos raios de um sol brilhar e
Lembro-me de uma voz que me aquece tão igual a ele,
Uma voz que me reincida a amar.

Mas a quem pertence essa voz tão especial?
Quem é essa pessoa que ao olhar do pôr-do-sol,
Me permite fazer uma comparação de beleza natural?

Ah, sol que resplandece sobre meu semblante,
Penetre em meus olhos e procure em meu âmago
A resposta para essa pergunta angustiante.

Por que sinto tanto a falta dela?
Eu nem mesmo me refleti
Perante o espelho de tal alma e vice-versa.

E o meu conhecimento sobre seu corpo em si,
É tão pobre quanto ao conhecimento dos homens
Sobre os planetas em volta de ti.

Ah, meu amigo de brilho secular,
Vejo-lhe agora no horizonte apenas em meio,
Mas espere um pouco mais para que outras comparações eu possa lhe falar.

Assim como seu corpo o dela nunca foi explorado ou violado
A nem um homem da Terra foi permitido tal privilégio
Só um ser divino pode tocá-la, (e ela ainda o espera) um ser de asas prateadas.

Portadora de uma voz que transborda palavras radiantes,
É capaz de, com as suas poesias,
Ascender me mim brasas flamejantes

Agora posso perceber que sobre o meu mundo
Não paira um, mas dois sóis
Cujo o segundo eu ainda não consegui saber da onde é oriundo


Vejam só, a estrela mais brilhante sumindo ao céu,
E as cores do infinito vão mudando de azul e branco,
Para os embriagantes tons pastel

Vá meu amigo e aqueça outra multidão,
E me deixe agora a contemplar as estrelas e sonhar com essa voz doce
Que mesmo estando tão longe como ti aquece meu corpo e o meu coração.

Leve com você, estrela rei, esses segredos então.
E assim como o segundo sol, agora minha estrela rainha,
Deixe-me aqui viver na solidão.

Davi M. Mello.


 

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